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Notas do modelo

Registro de alterações e comentários sobre o Modelo Presidencial Plano Político 2026.

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18 set 2026 – 23 set 20266 dias · P(Flávio) 59% → 61% · 3 dias sem alteração no número publicadogerado automaticamente
17 set 2026 · P(Flávio) 58% (+4) · 120 pesquisas nacionais (+5) · 273 estaduais (+4)gerado automaticamente · movimento acima do limiar
16 set 20261 dia · 1 dia sem alteração no número publicadogerado automaticamente
15 set 2026 · P(Flávio) 54% (-5) · 115 pesquisas nacionais (+2) · 266 estaduais (+4)gerado automaticamente · movimento acima do limiar
14 set 2026 Comentário

Como avaliar o desempenho do modelo presidencial

14 set 2026 · P(Flávio) 59% · 113 pesquisas nacionais (+2) · 262 estaduais

Projeções probabilísticas como o modelo presidencial do Plano Político não devem ser avaliadas como se fossem um prognóstico garantido sobre o resultado eleitoral. Pelo contrário, o objetivo de um modelo estatístico como este é quantificar a incerteza que existe sobre os resultados, apoiado pelo histórico de eleições anteriores. Se o modelo estiver perfeitamente calibrado, um candidato com 10% de chances vencerá uma em cada dez eleições.

No entanto, eleições presidenciais são eventos raros: acontecem apenas a cada quatro anos, com elencos diferentes de candidatos, contextos políticos diversos, etc. Seria muito fácil aumentar artificialmente a incerteza do modelo para "nunca errar", mas isso reduziria sua utilidade analítica. Por outro lado, um modelo confiante demais gera o problema inverso: confundir uma tendência temporária com inevitabilidade.

Estamos a vinte dias do primeiro turno da eleição presidencial. Muito pode acontecer em vinte dias e o eleitorado reage cada vez mais rápido e mais próximo do pleito: por exemplo, em 2014 a essa altura da campanha Marina era favorita a disputar o segundo turno contra Dilma; na última semana Aécio a ultrapassou e terminou o primeiro turno doze pontos percentuais à sua frente.

Um modelo probabilístico não pode prever exatamente o resultado, mas sim mapear essas possibilidades para que estejam no radar dos interessados nas eleições. Portanto, a melhor forma de avaliar o modelo quando soubermos o resultado no dia 4 de outubro é se orientar por estes pontos:

  • Os resultados individuais dos candidatos estavam dentro dos intervalos de confiança do modelo?
  • Se sim, quão longe estavam da projeção mediana?
  • A direção apontada pelo modelo nos últimos dias indicava maior ou menor possibilidade para o resultado final?
  • Por fim, quais termos do modelo foram determinantes para chegar mais ou menos perto do resultado final?

Nos dias seguintes ao pleito, o Plano Político publicará uma análise dos resultados do modelo presidencial à luz dessas questões, apontando erros e acertos e, em caso de segundo turno, uma explicação sobre como o modelo funcionará na segunda fase da disputa eleitoral. O motivo é simples: apesar de ser uma "nova eleição", o segundo turno é realizado à sombra dos resultados do primeiro. Estes permitem analisar com muito mais clareza quais são as probabilidades dos dois candidatos remanescentes.

11 set 2026 – 13 set 20263 dias · P(Flávio) 56% → 59% · 1 dia sem alteração no número publicadogerado automaticamente
10 set 2026 · P(Flávio) 56% (+3) · 109 pesquisas nacionais (+2) · 258 estaduais (+9)gerado automaticamente · movimento acima do limiar
9 set 2026 Dados

A virada nas probabilidades

9 set 2026 · P(Flávio) 53% (+5) · 107 pesquisas nacionais (+3) · 249 estaduais (+2)

Pela primeira vez o modelo presidencial Plano Político apresenta vantagem probabilística de Flávio Bolsonaro (PL) contra Lula (PT). As chances do senador fluminense têm crescido nas duas últimas semanas, principalmente a partir de seu crescimento nas simulações de segundo turno em praticamente todas as pesquisas divulgadas no mês de setembro. Hoje, com a divulgação de três pesquisas nacionais, duas apresentando vantagem de Flávio e outra empate no segundo turno, Lula tem seu pior resultado probabilístico desde a publicação do modelo e também nos registros passados reconstruídos até o dia 5 de abril deste ano.

Não é possível distinguir quanto desse movimento é oriundo do noticiário recente. O movimento favorável a Flávio não é sem precedente: em 2022, seu pai e então presidente Jair Bolsonaro também obteve crescimento nas pesquisas no mesmo período (fim de agosto e começo de setembro). Naquele ano o movimento das pesquisas se reverteu na segunda metade do mês, o que não impediu o ex-presidente de obter um resultado eleitoral acima do previsto nas pesquisas da última semana.

Nosso modelo projeta um resultado médio de segundo turno de 50,5% para Flávio contra 49,5% de Lula. Essa é a média de todas as simulações em que os dois candidatos chegam ao segundo turno. Ou seja, muitas simulações apresentam resultados mais favoráveis a ambos os candidatos, o que torna o resultado ainda muito incerto e representa uma eleição bastante acirrada. No entanto, é inegável que o atual cenário favorece o candidato do PL.

8 set 20261 dia · 1 dia sem alteração no número publicadogerado automaticamente
7 set 2026 · P(Lula) 48% (-3) · 103 pesquisas nacionais (+1) · 235 estaduais (+1)gerado automaticamente · movimento acima do limiar
4 set 2026 – 6 set 20263 dias · P(Lula) 51% → 51% · 2 dias sem alteração no número publicadogerado automaticamente
3 set 2026 Registro v1.11

Correção nos módulos de movimento

3 set 2026 · P(Lula) 52% (-3) · 102 pesquisas nacionais (+3) · 228 estaduais (+10)

Esta versão do modelo corrige defeitos da anterior para evitar que a captação de movimentos nas pesquisas superestime as estimativas de candidatos em crescimento, por não identificar a interrupção do crescimento corretamente. Essa revisão tem efeitos muito pequenos sobre as atuais estimativas, exceto sobre os intervalos de confiança dos candidatos menores, Augusto Cury em especial. O movimento nas probabilidades identificado hoje não está sendo causado por essas correções, mas sim pelas novas informações oriundas das pesquisas publicadas nesta semana. O histórico não foi recalculado.

31 ago 2026 – 2 set 20263 dias · P(Lula) 59% → 55% · 1 dia sem alteração no número publicadogerado automaticamente
30 ago 2026 Registro v1.10

Inclusão de Augusto Cury na lista de probabilidades

30 ago 2026 · P(Lula) 59% (-1) · 95 pesquisas nacionais · 215 estaduais (+3)

A nova versão do modelo que publicamos hoje apresenta também as chances de Augusto Cury, do AVANTE, de vencer a eleição presidencial. As modificações necessárias mantêm a lógica subjacente do modelo: Cury como candidato é mapeado em nossa base considerando seu público-alvo no eleitorado brasileiro e comparado diretamente com as pesquisas para estimar seu potencial de crescimento e como seus eleitores se comportariam em cenários hipotéticos de segundo turno.

Essa modificação no modelo foi planejada desde sua criação, mas não especificamente para Cury. Os cinco candidatos que acompanhamos aqui desde a publicação do modelo apresentaram suas candidaturas há muitos meses, antes mesmo do prazo de desincompatibilização em abril. Historicamente candidaturas como a de Cury não são necessariamente confirmadas até o momento das convenções partidárias. Após as confirmações e inscrições, monitoramos todas as candidaturas menores para o caso de uma ou mais delas apresentarem crescimento que pode alterar os rumos da campanha. É o caso atual de Cury.

No nosso agregador de pesquisas, Cury se manteve estável por todo o mês de julho e metade de agosto, oscilando entre 1,48% e 1,80%. Desde então sua oscilação passou a ser acima desse patamar, chegando a 2,07% em 26 de agosto e encerrando o mês em 2,04%. Além disso, ao longo da última semana vários indicadores de crescimento do interesse em sua candidatura mostraram níveis acima do normal, incluindo números de seguidores no Instagram e buscas no Google, além de crescimento da intenção de voto em trackings particulares — lembrando que não divulgamos números que não estejam publicamente disponíveis.

Diante das evidências, tanto o Modelo Presidencial quanto o Agregador passarão a apresentar também as intenções de voto e probabilidades de vitória de Augusto Cury a partir de hoje, 30 de agosto. As modificações no modelo não afetam o restante da reconstrução que publicamos, mas afetam diretamente os números a partir do dia de hoje. As estimativas publicadas anteriormente permanecem como o histórico, que não foi recalculado a partir de sua inclusão.

27 ago 2026 – 29 ago 20263 dias · P(Lula) 60% → 60%gerado automaticamente
26 ago 2026 Registro v1.01

Marçal, votos válidos e o peso dos institutos

26 ago 2026 · P(Lula) 61% · 93 pesquisas nacionais (+1) · 186 estaduais

A candidatura de Pablo Marçal, que dificilmente será deferida, faz com que os institutos sejam obrigados por resolução do TSE a testá-lo nos cenários estimulados de primeiro turno até o julgamento. Nosso agregador sempre prefere o cenário sem Marçal, mas nem todo instituto publica os dois. Criamos então uma correção em duas etapas: nas pesquisas que trazem os dois cenários — como Datafolha, Quaest e Indexa — medimos quanto da intenção de voto em Marçal vai para Flávio Bolsonaro e só aplicamos a correção se a estimativa for estatisticamente significativa. Por ora as leituras variam demais entre pesquisas, de −40% a +75%. Além disso, na maioria dos cenários Marçal aparece com 1% a 2%, pequeno demais para medir. A correção está no modelo, mas por enquanto não está sendo aplicada, passando a ser se e quando os dados sustentarem.

Os testes revelaram um erro no código, já corrigido: em parte das pesquisas estaduais, candidatos menores eram contados como brancos, nulos e indecisos, inflando artificialmente os votos válidos de Lula e Flávio no primeiro turno. Com a correção, a chance de decisão em primeiro turno caiu de 10% (em 24 de agosto) para 4%, e a probabilidade de vitória de Lula passou de 64% para 61%. Essa mudança inclui também o efeito das pesquisas mais recentes, que foram mais favoráveis a Flávio. Também ajustamos no Agregador o peso de institutos que acumulavam influência apenas por publicarem com mais frequência. Todo o histórico do modelo foi reconstruído com essas correções.

25 ago 2026 · P(Lula) 61% (-3) · 92 pesquisas nacionais (+1) · 186 estaduais (+12)gerado automaticamente · movimento acima do limiar
19 ago 2026 – 24 ago 20266 dias · P(Lula) 64% → 64% · 4 dias sem alteração no número publicadogerado automaticamente
18 ago 2026 Dados

Pesquisas da Veritá removidas

18 ago 2026 · P(Lula) 64% · 89 pesquisas nacionais (-2) · 158 estaduais (-19)

Após várias ações na Justiça contra as pesquisas do Instituto Veritá, incluindo uma suspensão causada por suspeita de duplicação de registros de respondentes, decidimos remover suas pesquisas do Agregador e do Modelo Presidencial. O efeito sobre os números do Modelo Presidencial foi inferior às margens de arredondamento, mas reportamos aqui para explicar a mudança no número de pesquisas consideradas pelo modelo.

As pesquisas suspensas judicialmente não faziam parte de nossa base de dados pois somente incluímos aquelas que tiveram seus números publicados na imprensa; pesquisas suspensas não podem ter resultados divulgados. A decisão de remover as outras pesquisas da Veritá que não foram suspensas pela Justiça é uma precaução que afeta principalmente as estimativas estaduais de algumas unidades da federação.

Importante ressaltar que somente removeremos pesquisas caso seja estritamente necessário. Muitas das ações judiciais movidas contra pesquisas, especialmente estaduais, são frívolas. Não é o caso da ação citada acima, que contou com análise estatística identificando duplicação de dados em uma pesquisa conduzida no Amazonas.

16 ago 2026 – 17 ago 20262 dias · P(Lula) 63% → 64% · 1 dia sem alteração no número publicadogerado automaticamente
15 ago 2026 Registro v1.00

Primeira publicação

15 ago 2026 · P(Lula) 63% · 90 pesquisas nacionais · 175 estaduais

Bem-vindos ao Modelo Presidencial 2026 do Plano Político. Este modelo é uma projeção probabilística das eleições presidenciais brasileiras de 2026, construído com dados públicos sobre resultados eleitorais e pesquisas de opinião pública, buscando mapear as probabilidades e as incertezas sobre a campanha presidencial. Para saber mais sobre o modelo, consulte a metodologia. Nesta página serão publicadas todas as modificações dos resultados do modelo, além de eventuais correções em sua arquitetura caso necessário ao longo da campanha.

Em 15 de agosto, os números para a probabilidade de vitória são os seguintes: 63% de chances para Lula (PT), 33% para Flávio Bolsonaro (PL), 2% para Renan Santos (MISSÃO), 1% para Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (NOVO). A probabilidade de resolução no primeiro turno é de 12%.