A primeira modificação no Modelo do Senado tem um nome peculiar: apesar de ser uma casa decidida por voto majoritário, precisamos introduzir uma cláusula de barreira no nosso modelo. Notamos que havia um efeito colateral em considerar a probabilidade de todas as candidaturas: um partido sem nenhum candidato realmente competitivo pode acumular probabilidade por ter candidatos em mais estados e se qualificar para receber uma vaga de acordo com o modelo.
Para evitar esse defeito na previsão, a partir de hoje o modelo adota duas barreiras:
Um partido só pode receber a estimativa central de pelo menos uma cadeira no Senado se tiver pelo menos um candidato com 20% ou mais chances de vencer em seu estado.
Um partido só pode receber a "sobra" na estimativa central se tiver um candidato restante com pelo menos 20% de chances de obter uma vaga.
A lógica desse procedimento é tornar a estimativa central mais alinhada à moda das simulações e reduzir o ruído na comunicação dos resultados do modelo. Os intervalos de confiança são calculados a partir das simulações conjuntas e, portanto, não são afetados por essa regra, que está sendo adotada mais como uma regra de visualização do que como uma modificação na intuição do modelo propriamente dita. De todo modo, o modelo passa a ser considerado uma nova versão (1.01).
31 ago 2026 · cadeiras projetadas: DC 0 → 1, NOVO 2 → 1 · 202 pesquisas (+6: AP, DF, MS, PA, RN)
SE: Delegado André David (REPUBLICANOS) 17% → 18%, Rodrigo Valadares (PL) 13% → 12%
TO: Paulo Mourão (PT) 14% → 15%
Bem-vindos ao Modelo Senado 2026 do Plano Político. Este modelo é uma projeção probabilística da disputa pelas 54 cadeiras abertas no Senado nas eleições deste ano, construído a partir de dados públicos sobre resultados eleitorais e pesquisas de opinião pública. Para saber mais sobre o modelo, consulte a metodologia. Nesta página serão publicadas todas as alterações no modelo conforme este for atualizado com novas pesquisas eleitorais, além de eventuais correções caso necessário ao longo da campanha.
Em 29 de agosto, a composição mais provável do Senado de acordo com o modelo é a seguinte. O primeiro número é quantas das 54 vagas em disputa o partido deve eleger; o segundo é o tamanho da bancada em 2027, somando as cadeiras que não estão em jogo. Entre parênteses, o intervalo de 80%.
PL — 11 vagas (8 a 14), 21 cadeiras em 2027 (18 a 24)
PT — 7 vagas (4 a 9), 11 cadeiras em 2027 (8 a 13)
MDB — 7 vagas (4 a 9), 8 cadeiras em 2027 (5 a 10)
PSD — 5 vagas (2 a 6), 7 cadeiras em 2027 (4 a 8)
PP — 4 vagas (2 a 6), 7 cadeiras em 2027 (5 a 9)
PSB — 4 vagas (2 a 5), 5 cadeiras em 2027 (3 a 6)
UNIÃO — 4 vagas (1 a 6), 6 cadeiras em 2027 (3 a 8)
REPUBLICANOS — 3 vagas (1 a 6), 7 cadeiras em 2027 (5 a 10)
PDT — 2 vagas (0 a 4), 2 cadeiras em 2027 (0 a 4)
PODEMOS — 2 vagas (0 a 3), 2 cadeiras em 2027 (0 a 3)
NOVO — 2 vagas (0 a 3), 2 cadeiras em 2027 (0 a 3)
PSOL — 1 vaga (0 a 3), 1 cadeira em 2027 (0 a 3)
REDE — 1 vaga (0 a 2), 1 cadeira em 2027 (0 a 2)
PSDB — 1 vaga (0 a 3), 1 cadeira em 2027 (0 a 3)
AVANTE — nenhuma vaga (0 a 2), perdendo a cadeira que ocupa hoje
Os intervalos são por partido e não somam 54 nem 81: cada um descreve a incerteza sobre aquela bancada isoladamente, não um cenário completo.